Mostrando postagens com marcador História regional.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História regional.. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A mineração

A mineração e os ameríndios de Cuiabá e Mato Grosso.

A mineração ocorreu no Vale do Guaporé num momento de mudanças na política européia, culminou com a consolidação do Capital nas mãos dos ingleses, estes passam a serem o fiel da balança nas questões internacionais, A supremacia inglesa se dar em detrimento das nações ibéricas, já que o capital sai das mãos de Portugal e Espanha e vai para as mãos da Inglaterra. A conquista paulista do serrado e do Vale do Guaporé se dar em prejuízo da coroa Espanhola. Ficava visível a perca da soberania castelhana na região, isto foi possível devido a ausência de hispânicos na margem direita do Guaporé, estes estavam muito mais preocupados com suas terras andinas. Mas esta ocupação da região que ficou conhecida como Cuiabá e Mato Grosso, não foi pacífica. Os paulistas encontraram dura resistência dos índios Payaguá. Porém, as descobertas auríferas dos irmãos Paes e Barros foram acompanhadas pelo governo da Capitania de São Paulo, segundo o barão de Melgaço (Augusto João Manuel leverger, 1802-1880), o governo de São Paulo providenciou os meios para tirar a hegemonia payaguá dos rios do Mato Grosso, e eliminar a resistência dos mesmos a presença do invasor, em seu vasto território, eles foram senhores do rio Paraguai, mas incursionavam até a bacia do Guaporé, hora davam o ar da graça nos sertões de Cuiabá , em suas idas e vindas se deparavam com os luso-brasileiros, e o confronto era inevitável. Uma que alguns destes brancos encontrados em transito ou fixos em comunidades eram velhos conhecidos dos Payaguá, por terem violado seus domínios. Os luso-brasileiros costumavam atacar os aldeamentos indígenas para capturar índios para vender-los como escravos. Chegavam a atacar aldeamentos sob a proteção da igreja católica romana, ai está a causa de todos os conflitos entre religiosos jesuítas e os bandeirantes apresadores de índios. Daí o porquê da violência payaguá quando se deparava com populações não indígenas em Cuibá e Mato Grosso. Como para o conquistador europeu os fins justificavam os meios, os meios encontrados pelo governo da Capitania de São Paulo, foi uma tal de “guerra justa”. Mas eu vos pergunto onde havia justiça na ação dos colonos e aventureiros luso-brasileiros? Neste conflito também se observa um genocídio sobre a nação Parencis, quase todo o povo Parencis desapareceram, os que ficaram foram transformados em escravos utilizados como mão-de-obra cativa na mineração guaporeana.
Prof. J. Cícero Gomes, (EEEMJBC)PVH - RO.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Colonização da Amazônia



A presença européia na Amazônia nos séculos XVI e XVII, e a conquista lusitana da região.

Dentre os europeus que navegaram pelos rios amazônicos estavam espanhóis, franceses, holandeses e ingleses. Desde o final do século XVI que estes europeus buscavam se fixarem na floresta equatorial e colonizá-la. Os primeiros a chegarem a região foram os castelhanos, o navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón foi o primeiro a visitar o estuário do Rio Amazonas, em 1500, por ele chamado Santa Maria de la Mar Dulce. A exuberância da Amazônia permeia a imaginação no mundo inteiro e exerce forte fascínio sobre todos, provocando cobiça internacional desde o século XVI, em 1559 holandeses estabeleceram fortificações na foz do rio Xingu, em 1610 ingleses fundam núcleos de povoamento próximo da foz do Amazonas e franceses se fixam no maranhão. Ultrapassando o estado de ameaça eminente para um contexto de agressão real a soberania lusitana na região norte. Tal situação motivou a reação vigorosa dos portugueses que, lutam por três anos até expulsarem os franceses do Maranhão (1612-1615). Após a vitória sobre os franceses, Francisco Caldeira Castro de Branco funda o Forte do Presépio no dia 12 de janeiro de 1616, em torno do mesmo surge a cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará. Neste período Portugal estava sob o domínio da união Ibérica (1580-1640), e atraiu para se todos os inimigos dos castelhanos que se sentiram livres de qualquer laço de amizade com Portugal já que não existia de farto o estado português, eles se achavam no direito de cobiçarem e conquistarem parte da América lusitana, já que naquela conjuntura o que fora lusitano seria castelhano, os colonos e as autoridades portugueses no Brasil atuam decisivamente na expulsão dos estrangeiros do norte e nordeste, além de adentrarem em áreas que antes eram vistas como exclusivamente castelhanas de acordo com o Tratado de Tordesilhas. As autoridades espanholas se descuidam, e bandeirantes, sertanistas e aventureiros expandem os domínios da colônia portuguesa na America do Sul. Isto só foi possível devido à obstinação lusa por encontrar metais amoedáveis e pedras preciosas, e devido os castelhanos terem aberto a guarda, estavam por demais envolvidos com suas colônias andinas, platinas e mexicanas para olhar o que os colonos portugueses estavam fazendo na América do Sul.Caberiam as autoridades lusas a tarefa de resguardar, o Vale do rio Amazonas, em beneficio da União Ibérica. Pelo tratado de Tordesilhas quase toda região amazônica seria da coroa espanhola. No entanto, na metade do século XVII, os lusitanos trataram em fixarem sua presença na bacia e na floresta amazônica. Não imaginava o rei Felipe IV de Espanha(1605-1665) que ao criar a província do Grão-Pará, estava ele lançando as bases da conquista e do povoamento da costa norte a da floresta equatorial pelos luso-brasileiros. O rei citado governou Espanha de 1621 a 1665, e também governou Portugal e suas colônias, já que neste momento não havia de fator um estado português, vivia-se a União Ibérica que foi tão prejudicial a nação portuguesa.